As grandezas dosimétricas são fundamentais para garantir a segurança de pacientes e profissionais na radiologia odontológica.
Elas permitem medir e avaliar com precisão a exposição à radiação durante os exames, contribuindo para a aplicação do princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable), que visa manter as doses tão baixas quanto razoavelmente possível.
No contexto clínico, conhecer e aplicar corretamente essas grandezas é essencial para assegurar diagnósticos eficazes com máxima proteção radiológica.
A seguir, vamos explicar as principais grandezas utilizadas na prática clínica, especialmente em odontologia, suas definições e aplicações práticas.
Grandezas dosimétricas: conheça as principais
As grandezas dosimétricas são conceitos físicos que servem para quantificar os efeitos da radiação ionizante no meio ou no corpo humano.
São utilizadas tanto para o controle da qualidade em exames de imagem quanto para a aplicação de normas de segurança e proteção radiológica.
As grandezas podem ser divididas em físicas, operacionais e de proteção radiológica.
Cada uma delas tem finalidades específicas, e juntas, formam a base técnica que sustenta o uso seguro da radiação em ambientes clínicos.

Observe:
Kerma (K)
Kerma é a sigla para Kinetic energy released per unit mass, energia cinética liberada por unidade de massa.
É uma grandeza física que representa a quantidade de energia que partículas carregadas, liberadas por fótons, transferem para a matéria.
Na prática, o kerma é usado como uma medida indireta da quantidade de radiação absorvida e é expresso em Gray (Gy).
É especialmente útil para avaliar a radiação em feixes de raios X antes de entrarem no corpo do paciente.
Kerma incidente no ar (Ki)
O Kerma incidente no ar (Ki) corresponde ao valor de kerma medido na entrada do feixe de radiação, antes da interação com o paciente.
É considerado uma estimativa da exposição inicial do paciente ao exame e serve como referência para comparações entre diferentes equipamentos ou protocolos.
Essa grandeza é essencial em odontologia para otimizar os parâmetros de exposição e reduzir a dose desnecessária de radiação.
Kerma no ar na superfície de entrada (Ke)
O Kerma na superfície de entrada (Ke) é o valor do kerma corrigido pelas atenuações causadas pelo cabeçote do equipamento, colimadores e outros componentes antes da radiação atingir a pele do paciente.
O Ke fornece uma estimativa mais precisa da dose que realmente alcança o paciente, sendo uma medida importante para avaliar a exposição em exames intraorais e panorâmicos.
Exposição (X)
A exposição (X) é uma grandeza operacional que mede a quantidade de carga elétrica produzida por radiação ionizante em uma massa de ar.
Ela é expressa em Coulomb por quilograma (C/kg).
Embora tenha sido amplamente utilizada no passado, a exposição vem sendo substituída por medidas baseadas no kerma, que fornecem informações mais diretas sobre a dose absorvida.
No entanto, a exposição ainda é útil como referência em calibração de equipamentos e dosímetros.
Dose absorvida (D)
A dose absorvida (D) é uma das grandezas mais importantes. Ela representa a quantidade de energia depositada pela radiação ionizante por unidade de massa de tecido.
É expressa em Gray (Gy).
Essa medida é fundamental para entender os efeitos biológicos da radiação, pois está diretamente relacionada ao potencial de causar danos às células.
Em odontologia, a dose absorvida é monitorada para garantir que os limites recomendados não sejam ultrapassados durante exames radiográficos.
Equivalente de dose (H)
O equivalente de dose (H) leva em consideração não apenas a quantidade de energia absorvida, mas também o tipo de radiação envolvida.
Isso é feito através de um fator de ponderação que varia conforme o tipo de radiação (fótons, elétrons, nêutrons etc.).
É expresso em Sievert (Sv) e fornece uma ideia mais realista do risco biológico associado à exposição à radiação, especialmente para efeitos estocásticos (como o risco de câncer a longo prazo).
Dose equivalente (HT)
A dose equivalente por tecido (HT) é uma extensão do conceito anterior, que avalia a dose absorvida em órgãos ou tecidos específicos, multiplicada por um fator que considera a sensibilidade daquele tecido à radiação.
Por exemplo, tecidos como medula óssea, mama e pulmões têm fatores mais altos porque são mais sensíveis à radiação.
Em odontologia, mesmo que a área de exposição seja localizada, é importante considerar a dose recebida por tecidos como glândulas salivares e tireoide.
Dose efetiva (E)
A dose efetiva (E) representa uma média ponderada das doses equivalentes recebidas por todos os órgãos e tecidos do corpo.
Essa grandeza busca expressar, em um único valor, o risco total associado à exposição à radiação.
Também expressa em Sievert (Sv), a dose efetiva é usada para comparações entre diferentes exames e procedimentos radiológicos, sendo essencial para a análise de risco-benefício.
Por que entender e monitorar grandezas dosimétricas é essencial?
Compreender as grandezas dosimétricas e de radioproteção não é apenas uma exigência regulatória, mas uma prática essencial para a qualidade e segurança nos serviços de radiologia odontológica.
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