Método de Clark: conheça essa técnica de radiologia odontológica

Quem trabalha com a odontologia digital precisa conhecer as diferentes técnicas para fazer exames radiológicos. Assim, saberá como proceder em cada caso, para ter o diagnóstico mais completo para os pacientes. O método de Clark se destaca, nesse sentido.

O método de Clark é muito utilizado nos tratamentos de endodontia, ou seja, ele é útil para os dentistas que precisam tratar lesões na polpa e na raiz dos dentes de seus pacientes.

Neste artigo, pretendemos esclarecer as principais dúvidas que os dentistas, radiologistas, pacientes e outros interessados geralmente têm sobre o assunto. Está pronto para conhecer mais sobre essa importante técnica de radiologia odontológica? Então é só seguir com a leitura!

O que é o método de Clark?

O método de Clark é uma técnica indicada para a localização de dentes inclusos, processos e corpos estranhos na maxila. Ele serve para que se possa localizar os pontos anatômicos, como forame mentual e incisivo, assim como a dissociação de raízes e condutos radiculares.

A técnica recebe esse nome como forma de homenagear o seu criador, Charles A. Clark, que, em 1910, utilizou o princípio da paralaxe para solucionar os problemas relacionados à sobreposição de tomadas radiográficas.

O criador do método de Clark fez essa descoberta a partir do seguinte pensamento: quando uma pessoa olha para alguma coisa, o que ela enxerga depende do ângulo em que ela se encontra. Logo, na radiologia isso também deveria ocorrer.

Ele concluiu que a imagem obtida pelos aparelhos radiográficos depende do ângulo em que se encontra a incidência dos feixes de raios-x sobre o filme.

Desde que o método de Clark foi descoberto, até os dias de hoje, foram muitos os casos de pacientes que tiveram os seus problemas odontológicos sanados por conta da aplicação da técnica. Diversos estudos foram realizados nesse sentido, sempre destacando como a metodologia é eficiente e útil para a área da odontologia.

Como o método de Clark funciona?

O método de Clark funciona a partir do princípio de paralaxe, conforme comentamos. Assim sendo, é necessário que o paciente seja submetido a três tomadas radiográficas.

Uma das tomadas é feita em posição central e as outras duas variam a angulação para a direita e para a esquerda. A partir do método de Clark, os radiologistas conseguem ter uma visão muito mais ampla e por diferentes ângulos da arcada dentária e mandíbula do paciente.

De tal maneira, fica muito mais simples para o radiologista e o dentista localizarem os objetos, como dentes, forames e raízes.

Em que casos o método de Clark é indicado?

método de clark

É possível utilizar o método de Clark em diversas situações. Veja, a seguir, algumas das principais delas, para que possa aplicar no seu dia a dia profissional.

Localização vestíbulo-palatal de dentes inclusos e corpos estranhos na mandíbula e nas maxilas

O método de Clark é indicado para mostrar o posicionamento vestíbulo-lingual dos dentes não-irrompidos. Para isso, é feita uma radiografia com incidência ortorradial e outra em que a incidência é mésio ou distorradial.

Dessa forma, o observador poderá analisar diferentes ângulos da radiografia e poderá localizar mais facilmente a presença de dentes inclusos ou corpos estranhos na mandíbula ou nas maxilas dos pacientes. 

Com essa informação, o dentista poderá saber qual é o melhor tratamento para cada situação.

Dissociação das raízes ou dos canais dos dentes

Quando são feitas radiografias nos primeiros pré-molares superiores, nos molares superiores e nos molares inferiores, é comum que ocorra a sobreposição de raízes. Isso faz com que o radiologista tenha dificuldade em observar detalhadamente cada um dos dentes e fazer análises mais específicas.

Com o método de Clark fica mais fácil de fazer a dissociação das raízes e dos canais dos dentes, tendo em vista que serão registrados diferentes ângulos da arcada dentária do paciente.

Localização de lesões ou pontos de reparo anatômicos em maxilas e mandíbulas

Assim como acontece com as raízes e canais dos dentes, alguns pontos anatômicos podem ser confundidos com cistos, lesões, entre outros agentes. Por isso, ao aplicar o método de Clark, também é possível ter mais clareza nesse sentido.

A ideia é que os radiologistas possam identificar o que realmente é uma lesão ou ponto de reparo na radiografia do paciente. Dessa maneira, os dentistas poderão estudar o caso e solucionar o problema mais facilmente, por meio de um tratamento adequado.

Como a telerradiologia pode ajudar na execução do método de Clark?

A telerradiologia tem crescido muito nos últimos tempos e foi impulsionada durante o isolamento social, necessário para evitar a disseminação descontrolada do novo coronavírus.

Em relação ao método de Clark, esse serviço tecnológico também pode ajudar. Os dentistas ou técnicos podem aplicar a metodologia ao coletar as imagens, em seus consultórios ou clínicas.

Depois disso, enviam as imagens por meio de um sistema digital e recebem, para que radiologistas altamente capacitados façam a interpretação das imagens. Os profissionais contratados elaboram os laudos a distância e os enviam novamente, pelo mesmo software.

Em pouco tempo, o dentista terá em mãos os laudos dos exames de seus pacientes e poderá fazer um estudo aprofundado, a partir da amplitude que o método de Clark proporciona.

A telerradiologia se destaca por prestar um serviço rápido, eficaz e com custo reduzido. Logo, vale a pena fazer essa contratação.

Gostou de saber mais sobre o método de Clark? Então leia agora o nosso artigo que traz 8 dicas para aumentar a eficiência da sua clínica radiológica.

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