Nem toda dor de cabeça ou sensação de pressão facial vem de problemas neurológicos ou sinusites de origem respiratória. Em muitos casos, a causa pode estar relacionada a complicações odontológicas, especialmente quando há alterações no seio maxilar.
Pela proximidade anatômica dessa cavidade com as raízes dos dentes superiores, infecções, cistos e até falhas em tratamentos odontológicos podem afetar diretamente o seio maxilar e provocar sintomas que confundem pacientes e profissionais.
Reconhecer essa relação e recorrer a exames de imagem de alta precisão, como a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), é essencial para um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz, muitas vezes envolvendo tanto a Odontologia quanto a Otorrinolaringologia.
Vamos saber mais? É só continuar com a leitura!
Seio maxilar: um vizinho próximo dos dentes superiores
O seio maxilar é a maior cavidade dos seios paranasais e está localizado dentro da maxila, logo acima dos dentes pré-molares e molares superiores.
Em alguns casos, o seio maxilar pode se estender até a região dos dentes caninos. Segundo estudo realizado e publicado na Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, a relação entre a parede inferior do seio maxilar e as raízes dos molares superiores foi classificada em cinco tipos, sendo que apenas no tipo I não há contato, encontrado em cerca de 20% dos casos.
Isso significa que, em aproximadamente 80% das pessoas, existe algum grau de contato entre as raízes dentárias e o assoalho do seio maxilar, favorecendo a disseminação de processos inflamatórios e infecciosos da cavidade oral para o interior do seio.
A anatomia interna do seio maxilar também pode apresentar variações, como divertículos (palatino, zigomático e infraorbitário), que aumentam o risco de propagação de infecções odontogênicas.

Quando problemas odontológicos afetam o seio maxilar
A literatura científica descreve diversos cenários em que complicações odontológicas levaram a alterações bucossinusais, entre eles:
- Fragmentos radiculares deslocados para o seio maxilar após extrações, podendo provocar sinusite crônica por anos se não removidos;
- Injeção acidental de hipoclorito de sódio no interior do seio durante tratamentos endodônticos, causando inflamação severa;
- Extravasamento de materiais obturadores (como cimentos à base de óxido de zinco e eugenol), que pode favorecer infecções fúngicas por Aspergillus fumigatus;
- Comunicação buco-sinusal após extrações ou cirurgias, criando uma via direta para entrada de patógenos; e
- Complicações pós-cirurgia de levantamento do seio maxilar para instalação de implantes, especialmente em pacientes com sinusite prévia ou espessamento da mucosa.
Esses casos reforçam a importância de uma avaliação criteriosa antes e depois de procedimentos odontológicos próximos ao seio maxilar.
Alterações no seio maxilar de origem não odontológica
Nem sempre o problema começa nos dentes. Alterações como o cisto de retenção mucoso, geralmente assintomático e descoberto em exames radiográficos, podem comprimir raízes dentárias ou interferir em planejamentos cirúrgicos, como a instalação de implantes.
Embora muitas vezes desapareça espontaneamente, sua presença pode exigir acompanhamento conjunto entre dentistas e otorrinolaringologistas, especialmente se houver sintomas ou necessidade de enxertos ósseos.
Outro exemplo é o mucocele do seio maxilar, capaz de provocar reabsorção radicular e necessitar de intervenção cirúrgica.
O papel da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC)
As alterações no seio maxilar podem ser discretas e passar despercebidas em exames convencionais, como radiografias panorâmicas.
A TCFC, no entanto, oferece imagens tridimensionais de alta resolução, permitindo:
- Avaliar a proximidade entre raízes dentárias e o assoalho do seio;
- Detectar espessamentos de mucosa, ocupação parcial ou total da cavidade e perfurações;
- Identificar a origem odontogênica de sinusites maxilares; e
- Planejar cirurgias com maior segurança, prevenindo comunicações buco-sinusais e outras complicações.
Diagnósticos frequentes na prática clínica
Entre os achados mais comuns em exames de TCFC realizados por dentistas e radiologistas especializados, destaca-se o espessamento da mucosa, que geralmente indica inflamação crônica ou aguda, sendo bastante frequente em casos de sinusites odontogênicas.
Outra alteração observada é a ocupação total do seio, que pode estar associada a infecções, pólipos ou tumores benignos.
Também é relativamente comum a detecção de perfuração do assoalho do seio, normalmente relacionada a cirurgias dentárias ou à instalação de implantes.
Em alguns exames, identificam-se corpos estranhos, como fragmentos dentários ou materiais odontológicos deslocados para dentro da cavidade.
Além disso, cistos e mucoceles podem ser encontrados, muitas vezes de forma assintomática, mas capazes de provocar alterações na estrutura dentária.
Em todos esses casos, a interpretação adequada das imagens é fundamental para estabelecer o diagnóstico e definir o tratamento mais apropriado.
O caminho para diagnósticos rápidos e tratamentos eficazes
A íntima relação entre dentes e seio maxilar torna indispensável a integração entre Odontologia e Otorrinolaringologia no diagnóstico e tratamento de dores faciais e de cabeça com origem incerta.
Muitas dessas queixas estão ligadas a alterações no seio maxilar, detectáveis com precisão pela tomografia computadorizada de feixe cônico.
Investir em diagnóstico por imagem rápido e de qualidade é a chave para tratamentos mais assertivos e para a recuperação plena do paciente. Se você busca precisão e agilidade no diagnóstico, conheça a solução da BR Laudos para laudos odontológicos em até uma hora.


